A caxumba voltou a assustar os brasileiros em várias regiões do país. E, assim como no sarampo, o aumento de casos da doença está relacionado à queda da vacinação.

Quase ninguém mais ouvia falar de caxumba. A caxumba ficou muito tempo desaparecida, mas, segundo o Ministério da Saúde, voltou a assustar os brasileiros por causa da imunização que tem atingido níveis abaixo do índice recomendado, que é de 95%.

Em alguns estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí e São Paulo, esse percentual de crianças vacinadas não chega a 75%. A vacina contra a caxumba é chamada tríplice viral, a mesma que protege contra sarampo e rubéola.

A caxumba não é uma doença de notificação compulsória, isso significa que os municípios não precisam informar as autoridades estaduais e federal sobre os casos registrados. Mas, no estado de São Paulo, já foi possível identificar a seguinte situação: os grupos com maior incidência dessa doença são formados por adolescentes e jovens. Pessoas que, na maioria das vezes, não atualizaram a carteirinha de vacinação.

A caxumba é uma doença que atinge as glândulas salivares. Os principais sintomas são: febre, dor na face e aumento do volume dessas glândulas na região da mandíbula. Ela também pode provocar dor no corpo e na cabeça. Nas complicações mais graves, podem ocorrer inflamações no pâncreas e nas meninges, que envolvem o cérebro. No caso das mulheres com mais de 15 anos, essa infecção atinge os ovários; e, nos homens, os testículos.